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Conversa Cool: Sergio K

outubro 9, 2009

Sergio K. é o novo entrevistado da seção Conversa Cool. Jovem empreendedor de Brasília formado em relações internacionais que, pra nossa sorte, decidiu seguir carreira no mercado de moda masculina. Em 2004 lançou a marca que leva seu nome.
Faz roupas com uma elegância masculina clássica, mas modernizada. É sem dúvida responsável por uma das marcas de moda masculina mais bem sucedidas e de bom gosto do Brasil, não é pra menos que possui clientes famosos como Luciano Huck, Rodrigo Faro ou Gilberto Gil,só para citar alguns que recentemente vi usando peças do Sergio K . Aqui em Salvador você pode encontrar as roupas da marca Sergio K. nas lojas Bilbao.
No nosso bate-papo virtual ele afirma que todo o universo da marca está em suas mãos, que decidiu criar a marca, porque queria fazer as roupas que gostava de comprar no exterior e diz algo que concordo plenamente : “O homem brasileiro confunde masculinidade com estilo”.
Abaixo posto algumas das fotos da campanha primavera verão 2010 da Sergio K., fotografada por Terry Richardson, que foi bastante comentada pela ousadia e sensualidade. Sem dúvida uma excelente escolha do Sérgio e da sua equipe. Gostaria, antes de mais nada, de agradecer a Fernanda Yamin por ter facilitado essa entrevista via e-mail e é claro ao próprio Sergio pela gentileza.

1)Quando você decidiu criar sua marca de roupas masculinas? Nesse período inicial quais eram suas inspirações estéticas e que público desejava atingir?

Sempre tive a personalidade muito forte, nunca gostei de comprar roupas por achar que poucas peças se identificavam comigo, é tudo muito igual, sem graça, por isso só comprava roupa quando viajava, daí pensei: vou fazer roupas diferentes, que não existem aqui no Brasil, esse tipo de peça bacana que eu via nas vitrines da Europa.

2)Como surgiu a idéia da campanha primavera/ verão 2010, fotografada por Terry Richardson, com o modelo Marlon Texeira? Ela realmente chamou a atenção da mídia e mudou a cara das campanhas da Sergio K. Serviu como umstatement” de que o estilo clássico da sua marca pode ser jovem, ousado e sexy?

Queria algo novo, diferente de todas as imagens que existiam no Brasil. E também nada que tivesse apelo erótico, como faz Tom Ford, ou com vários modelos, como as campanhas de Dolce & Gabbana. Quis vender lifestyle, não me preocupei em mostrar o Produto, quiz passar o espirito da marca, o meu DNA.


3)Nesse momento em que a sua marca tem um bom posicionamento de mercado, com um perfil de consumidores. Como o processo de criação das suas coleções é influenciado pelo gosto de seus clientes, sem que se perca a identidade da marca?

Todo o universo da marca está em minhas mãos, faço a ponte comercial entre o estilo e o que esta girando nas lojas. Se vou a uma loja de manhã e vejo que não esta rolando vermelho, chego no escritório e mando parar a produção das peças vermelhas, por isso que as coisas são sempre muito redondas, porque estou no comercial e no estilo.

4)A São Paulo Fashion Week e o Fashion Rio têm tido um papel fundamental na divulgação das marcas brasileiras nacional e internacionalmente, mas a sua marca não participa atualmente dessas semanas de moda. Por que não?


Adoro ambos os eventos e o trabalho do Paulo Borges, mas não houve ainda oportunidade de fecharmos um acordo. Acho que se um dia, se eu vier a participar , vai ser ótimo.

5) O mercado brasileiro de moda masculina é promissor? Existe espaço para jovens estilistas que desejam se dedicar a moda masculina? Você acredita que o homem brasileiro tem criado uma cultura de moda?


Hoje em dia a moda masculina esta em grande ascensão, o homem de hoje se preocupa mais com seu visual estético do que há 20 anos atrás, tanto na moda como em todo seu lifestyle, para se criar uma marca hoje, não basta vender roupas, deve vender também um conceito.

(pergunta clássica aqui do meu blog)

6)Se você tivesse o poder de influências de forma pragmática o que os homens brasileiros vestiriam ou não, quais seriam as peças que você aboliria do guarda-roupa masculino? E quais você faria serem peças “obrigatórias”?

O importante é ter coisas de qualidade, pode ser muito pouco, mas de qualidade. Talvez camiseta e jeans, gosto de camiseta branca, um jeans bem cortado, um tênis branco, e se você for reparar, estas peças estão presentes em todas minhas coleções.

Pochete é terrível , lenços foulards no pescoço também é muito feio, as pessoas nem sabem por que estão usando.

Adoraria que os homens se vestissem como os italianos. O homem brasileiro confunde masculinidade com estilo.

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