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Conversa Cool : Sylvain Justum

setembro 30, 2009

Espero, sempre que possível, publicar aqui uma entrevista com profissionais que trabalhem com moda masculina. Serão sempre 5 perguntas e a última será sempre igual em todas. Lendo a entrevista vocês entenderão o porquê. (Este post ficou longo, mas vale a pena ser lido até o fim)
Para abrir essa seção, o primeiro entrevistado é Sylvain Justum, um dos “porta-vozes” da moda masculina no Brasil, ele define assim seu trabalho e o seu jeito de ser: (peguei essa citação do blog dele):
“É stylist e jornalista freelancer.Responsável pelo figurino de Lilian Pacce e Mariana Weickert no GNT Fashion e colaborador de Vogue, Homem Vogue e O Estado de São Paulo.Franco-brasileiro de origem, por isso um autêntico azedo-doce. Paixões constantes e tão diversas quanto moda, música e futebol.”

O seu blog Hypercool é dedicado a moda masculina e uma das minhas fontes de inspiração. Apesar da semelhança dos nomes dos nossos blogs, o meu veio de um ensaio da GQ para o verão desse ano.
Sylvain foi super generoso ao responder de forma inteligente as perguntas de um blogueiro iniciante, fica aqui meu agradecimento.
1) Quando surgiu seu interesse por moda, especialmente por moda masculina?

SEMPRE GOSTEI DE ROUPAS, DE ME VESTIR, DE ANALISAR COMO AS PESSOAS SE VESTEM, DE LER REVISTAS. QUANDO SURGIU A OPORTUNIDADE DE TRABALHAR COM MODA, HÁ 13 ANOS, O CAMINHO NATURAL FOI PARA A MODA FEMININA, POIS A MASCULINA ERA AINDA MAIS COADJUVANTE DO QUE É HOJE. COM O TEMPO FUI PERCEBENDO QUE HAVIA MUITA COISA A SER FEITA E DITA SOBRE OS HOMENS TAMBÉM, MAS NINGUÉM DAVA MUITA BOLA. ERA UM NICHO MEIO QUE VIRGEM E RESOLVI SER UM DOS PORTA-VOZES.

2)Como você definiria seu estilo? Quais são suas referências (estilistas, PERÍODO, estilo)

POR SER FRANCO-BRASILEIRO, ACHO QUE MEU ESTILO BEBE NAS DUAS FONTES. GOSTO DO CLÁSSICO, MAS A ATITUDE TEM QUE SER RELAX, AS MISTURAS DE UNIVERSOS É QUE FORMAM UM ESTILO MAIS INTERESSANTE, POR ISSO NÃO GOSTO DE ROTULAR O MEU. MODA NÃO TEM QUE SER LEVADA TÃO A SÉRIO. QUANTO ÀS REFERÊNCIAS, NÃO SOU MUITO TRADICIONALISTA, NÃO ME LIGO MUITO EM REGRAS E ESTILOS PASSADOS. ME CONSIDERO UM HOMEM CONTEMPORÂNEO, POR ISSO GOSTO DOS ESTILISTAS QUE SUBVERTEM E REINTERPRETAM O CLÁSSICO PARA CRIAR O NOVO. HEDI SLIMANE, RICK OWENS, ALBER ELBAZ E STEFANO PILATI SÃO MEUS PREFERIDOS.

3)Você trabalha como stylist. sendo um profissional dessa área, como vê a proliferação de programas de tv e colunas sobre “como melhorar seu estilo”, “vista-se corretamente”? Existe um risco de ocorrer uma “pasteurização” do estilo individual, quando ele deveria manifestar a identidade do indivíduo?

EU ACHO VÁLIDOS ESSES PROGRAMAS. A MODA AINDA TEM UMA AURA MEIO DISTANTE PARA A MAIORIA DA POPULAÇÃO. É PRECISO DESMISTIFICAR A MODA E, DE CERTA FORMA, A TV É O MELHOR MEIO PARA ISSO. NÃO SE PODE PERDER DE VISTA, NO ENTANTO, O ESTILO PESSOAL E O BIÓTIPO DE CADA UM. NÃO EXISTE UMA FÓRMULA PRONTA.

4) O homem brasileiro tem ainda medo de se aventurar ao se vestir.Felizmente, isso tem mudado, mas estamos anos luz de alcançar padrões internacionais. Você acha que é necessário nesse tema se inspirar na forma como os europeus se vestem? Existe uma cultura machista que impede os brasileiros de serem de forma mais arrojada ou as revistas masculinas, donos de marcas, figurinistas de NOVELAS, pessoas quem conseguem influenciar a moda é que ainda são conservadores?

É TUDO UMA QUESTÃO DE CULTURA. OS EUROPEUS CONVIVEM COM A MODA HÁ SÉCULOS, NÃO DÁ PRA EXIGIR QUE O BRASILEIRO VIRE FASHIONISTA DA NOITE PRO DIA. LEVA TEMPO MESMO. TEM TAMBÉM O FATOR CLIMÁTICO, A SOCIEDADE MACHISTA, A RELAÇÃO COM ARTE, O SENSO ESTÉTICO… SÃO VÁRIOS PONTOS. E TAMBÉM HÁ DE SE TER DISCERNIMENTO SUFICIENTE PARA PERCEBER QUE NEM TODA MODA VISTA NA EUROPA TEM DE SER APLICADA IPSIS LITERIS NO BRASIL. SÃO BOAS REFERÊNCIAS A SEREM LEVADAS EM CONTA, NUM PERÍODO EM QUE ESTAMOS FORMANDO AS NOSSAS

5)Se você tivesse o poder de influenciar de forma pragmática o que os homens brasileiros vestiriam ou não, quais seriam as peças que você aboliria do guarda-roupa masculino e quais você faria serem peças “obrigatória”?

EU COMEÇARIA PELOS SHAPES. TROCARIA OS TERNOS FOLGADÕES PELOS MAIS AJUSTADOS E AS CALÇAS COM BARRAS EMARFANHADAS POR OUTRAS MAIS RETAS E BEM CORTADAS. SAPATÊNIS QUEIMARIAM NO INFERNO, BERMUDAS LARGONAS E REGATAS SERIAM RESTRITAS AO FIM-DE-SEMANA… RS. OBRIGAR AS PESSOAS A USAREM CERTAS PEÇAS PODE SOAR PREPOTENTE, ENTÃO EU ACHO QUE ACERTAR A SILHUETA JÁ SERIA UM GRANDE AVANÇO. AH! SE EU PUDESSE TAMBÉM DIRIA PARA OS MAIS CONSERVADORES PERDEREM O MEDO DAS CORES QUE, USADAS COM PARCIMÔNIA, PODEM TRANSFORMAR UM LOOK.

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