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BREVES DIVAGAÇÕES:UM ESTILO PRA CHAMAR DE SEU!

agosto 13, 2010

Desde a criação do blog  - ele completa um ano em setembro – tento falar sobre a construção do estilo pessoal. Não queria ser didático, nem generalista, porque poderia incorrer no erro de ignorar as características individuais.Então seria melhor fazer um depoimento sobre a minha percepção de como se desenvolve o estilo.

Deixando claro que trato do estilo como o uso da roupa e acessórios como expressão da individualidade. Dentre tantas classificações,moderno, clássico, casual, despojado,esporte, retrô e manuais do que vestir; do que é certo e errado ;sem falar em todas as pressões sociais vinda dos amigos,família, ambiente de trabalho, fica difícil definir o que realmente expressa os seus gostos e te deixa confortável. Para os homens isso é mais complicado, principalmente pelo preconceitos que confundem sexualidade com  modo de se vestir e a falta de um costume em consumir informações de moda (algo que definitivamente está mudando).

Cair no erro de se esconder por trás de camadas de roupas, ou adotar um estilo “herdado” porque os amigos usam é bem fácil. Fiz isso por muito tempo e me senti exatamente como no poema de Álvaro de Campos, mas com tempo de retirar a máscara.

“Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.”

Meu interesse por moda surgiu com maior profundidade há 4 anos. E esse surgimento foi algo importante para me ajudar a estabelecer  a minha visão atual de como se desenvolve um estilo. Na época estava cuidando mais do meu corpo, me informando sobre moda e vivendo difíceis perdas. Um desejo enorme de ser outro, mas esse outro não existia. Era a simples vontade de ser eu mesmo.

Creio que três fatores foram determinantes para esse processo de construção do meu estilo pessoal:  entendimento do corpo; cultura de moda e interesse. Entendimento do corpo é capacidade de observar as suas medidas, proporções e disposição de experimentar as peças. Ter auto-estima ajuda a estimular o desejo por se vestir melhor. Para complementar a formação de uma cultura de moda, ou seja, procurar informações relacionada a esse universo. Imagens, críticas, editoriais, vídeos, desfiles, livros, manuais… Tudo isso enriquece o seu olhar, aprimora o conhecimento e sofistica a capacidade de selecionar. É fácil permanecer na superfície das informações sobre moda e perder-se. Aprofundar o conhecimento ajuda a dar segurança, porque se entende a razão da existência de determinadas roupas, estilos, detalhes, tecidos, combinações e funcionalidades.

Em se tratando de conhecimento ter interesse é fundamental, gradualmente permite diminuir os preconceitos. Esse fatores se aliam a tudo ao que você vive, aos ambientes que frequenta, referências artísticas, familiares, culturais e consciente disso é possível ir moldando com as próprias mãos o seu estilo. Quando comecei a ficar em paz com todas as minhas referências o meu estilo foi se desenvolvendo com mais segurança. E ele não chegou a um ponto e estagnou. Ele continua, porque continuo vivo e  interessado no novo e no passado também.

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5 Comentários leave one →
  1. agosto 13, 2010 11:30 am

    Que texto gostoso de ler.
    Eu nunca fui fã de seguir tendências, pelo menos, não conscientemente.
    Achei super legal a forma como você descreveu o processo de desenvolver o seu estilo, de forma realmente genuína. E hoje.. sou pessimista.. isso é tão raro.

    Beijos.

    • Leo Amaral permalink*
      agosto 13, 2010 12:45 pm

      Juliana,

      Obrigado pelo comentário e elogio! Fico lisonjeado! Beijos

  2. agosto 13, 2010 9:28 pm

    É isso aí, Estilo começa por dentro mesmo…

  3. Luan Braun permalink
    agosto 15, 2010 7:21 pm

    Nunca havia imaginado que um, aparentemente, simples texto como esse pudesse despertar em mim o desejo por uma “moda própria”, defendida no texto como “estilo”.
    Sempre fui daquelas pessoas que acompanhavam tendências e acredito que essa fase já tenha se esgotado.
    Obrigado pelo texto.

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  1. EU VEJO O ESTRANHO EM MIM « Cool in the Heat

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